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sábado, 10 de setembro de 2011

Jesus, o ovinocultor!


Tem gente que não pensa em suas atitudes, não reflete sobre seus erros, mas eu sempre fui muito atenta aos meus comportamentos, me auto analisando constantemente, alguns anos, inclusive, através da psicoterapia. Por esse motivo, achava que conhecia todos os meus defeitos.
Porém hoje, vivendo em Cristo, o Espírito tem me revelado coisas que eu nem imaginava e que nem o próprio Freud conseguiria arrancar de mim.
Mas Deus não quer apenas que tomemos consciência dos nossos defeitos... Ele quer ver em nós a atitude de tentar abandoná-los. Quer sondar nosso coração e encontrar um real desejo de nos libertarmos daquele pecado. Fazendo isso, damos a brecha, o espaço e a legalidade para que Ele nos ajude. Não adianta apenas ficar pedindo "Me modifica! Me transforma!", pois somos nós que temos que dar o primeiro passo concreto em direção à mudança e nos manter firme naquele propósito.
Fruto desta reflexão, percebi que muitas vezes os pecados se disfarçam, se camuflam dentro de nós. Exemplo disso é a REBELDIA. Tem gente que é, visivelmente, rebelde. Já outras pessoas aparentam mansidão e até mesmo submissão, mas às vezes tem uma rebeldia feroz escondida dentro de si.
Segundo o o Dicionário Aurélio são sinônimos de rebeldia: revolta, oposição, resistência, teimosia e birra!
E contra quem se pratica esse pecado? Contra as nossas autoridades no trabalho, em casa, na igreja? Sim e também contra Deus, pois quando você, mesmo em situações simples, não o obedece e não inclina os ouvidos à sua voz, ele se irrita e pergunta: Por que fazeis vós tão grande mal contra vós mesmos? (Jeremias 44:7)
Dito isto, percebemos que a vítima da rebeldia não são as autoridades na terra nem tampouco Deus, mas sim o próprio rebelde.
Lembrei, então, que a ovelha é tida como referencial do cristão nessa área, pois somos comparados a ela. Assim, fui pesquisar as características desse animal e verificar se as possuo.
Agradavelmente, descobri que esses bichinhos são sensíveis, dóceis e inocentes.
E me perguntei: Até que ponto sou sensível? Será que as pisaduras da vida não me tornaram dura?
E quanto a ser dócil? Se meu coração tivesse paladar, ele estaria degustando um favo de mel ou um desagradável amargor?
Inocente... Estreito, hein? Pedir inocência de adultos calejados pela vida... Mas é isso que Deus quer de nós... Um coração PURO!
Li, ainda, sobre um interessante estudo divulgado pela revista Nature, o qual comprova que as ovelhas são capazes de distinguir diferentes expressões da face de outros integrantes do rebanho... Além disso, ela identifica seus companheiros e lembra de acontecimentos ocorridos há pelo menos dois anos. Inteligente, né?
Mas não é só isso. A ovelha OLHA PARA O OUTRO e não apenas para a sua pastagem. Ela se preocupa até mesmo com as mudanças nas feições das outras ovelhinhas, ela sabe quem caminha com ela e se lembra das situações referentes àquele outro animal. Será que eu, do alto da minha racionalidade humana, estou fazendo isso? Será que estou me preocupando com o meu irmão como deveria? Ou até faço isso, mas apenas com aquele que está mais próximo ou com quem tenho mais afinidade?
Um outro estudo, só que agora da Universidade de Bristol na Inglaterra, comprovou que as ovelhas expressam suas emoções de forma visível, chegando até a ficar em depressão. Elas, portanto, assim como nós, sentem dor e medo, mas por serem sensíveis, doceis e inocentes, podem até se entristecer, mas não reagem na proporção violenta que muitas vezes  nós reagimos.
Instintivamente, as ovelhas buscam ao rebanho, pois elas são criadas junto umas das outras. Já nós, cristãos, muitas vezes nos desviamos dos nossos iguais por motivos tão pequenos.
Hum... tem ainda um detalhe muito importante sobre as ovelhas... Elas aceitam, ser pastoreadas, serem conduzidas, pois sabem das raposas e dos predadores que as espreitam. Mesmo assim, elas continuam inocentes... Por que? Por que elas sabem dos perigos e continuam sensíveis, dóceis, inocentes, atentas às demais e emotivas? Porque elas confiam no Pastor que as conduz!! E nós? Será que temos confiado em Cristo, nosso Pastor? Ou estamos nos endurecendo para lutar contra os predadores com a força do nosso braço???
Você acredita que ainda tem mais? A ovelha é um animal resistente e que fornece carne, leite, lã e couro.
E nós? Temos resistido às intempéries? Temos alimentado outros? Temos dado comida e bebida espiritual  ao que precisa? Temos aquecido vidas com a confortável lã da palavra de Deus?
Por fim, me deparei com algo interessante: Em várias passagens da Bíblia Jesus, meu ovinocultor, é chamado de cordeiro de Deus. 
Você sabe o que é um cordeiro? É a cria, o filhote da ovelha... Ou seja, se a ovelha já é tão sensível, dócil, inocente, atenta e emotiva, imagine seu filhote! Imaginou? Esse é Jesus... São essas as características daquele que morreu por você.
E quanto a Deus Pai? Como ele é? Duro, seco, frio? Não irmão... Assim como a ovelha gera o carneiro, Deus é a ovelha que gerou o cordeiro Jesus. Desta feita, temos todos a mesma essência de amor e de sensibilidade... Somos um com o Pai em Cristo Jesus. Vamos, portanto, expurgar o pecado que mancha estas características sublimes, vamos retomar essa doçura... Vamos aniquilar a rebeldia, a revolta, a oposição, a resistência, a teimosia e a birra e deixar que o Pastor, o ovinocultor de almas conduza a nossa vida!
Shalom, ovelhinha do Senhor!


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